<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Dona Pedrinha &#187; Eu mesma</title>
	<atom:link href="http://www.donapedrinha.com/category/pessoal/eu-mesma/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.donapedrinha.com</link>
	<description>A Felicidade se semeia.. na Noruega.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Sep 2010 11:10:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Preciso de uma muambeira!</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/09/01/preciso-de-uma-muambeira/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/09/01/preciso-de-uma-muambeira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3478</guid>
		<description><![CDATA[Sério&#8230;! Ok, não vou morrer sem algumas coisinhas, até porque consigo encontrar uns genéricos que substituem. Mas seria ótimo ter uma amiga vindo para cá de vez quando para me trazer feijão, farinha e outras tranqueiras. Depois do meu desabafo no último post, e de todo carinho e apoio que recebi através dos comentários no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sério&#8230;! Ok, não vou morrer sem algumas coisinhas, até porque consigo encontrar uns genéricos que substituem. Mas seria ótimo ter uma amiga vindo para cá de vez quando para me trazer feijão, farinha e outras tranqueiras. Depois do meu desabafo no último post, e de todo carinho e apoio que recebi através dos comentários no blog, FB e email.. vejo que não está tão ruim quanto eu pensava.</p>
<p style="text-align: justify;">Semana que vem minha amiga Samira chega em terras norueguesas para ficar três dias conosco e, claro, trazer umas coisinhas para mim. Havaianas, feijão, farinha, dois novos alicates de unha e umas coisas que acabei esquecendo no Brasil. Hoje fui atrás de um alicate aqui mesmo, já não aguentava mais olhar minhas unhas tenebrosas com cutículas gigantes. Mas o alicate é diferente aqui, foi um custo usar. Não tem aquela ponta fininha que é ótima para tirar aquela pele que fica escondidinha lá no canto e achei pouco amolado. Anyway, deu para arrumar as unhas do pés. Não sei se marido repara, mas eu me sinto horrorosa sem unhas feitas!</p>
<p style="text-align: justify;">Engraçado que, conforme Camila e outras meninas já comentaram, nem todos falam inglês aqui com eu imaginava. Já tinha ouvido falar sobre os mais velhos, eles tem mais dificuldade com isso, uns nem sabem mesmo falar em inglês. Ok, mas a vendedora da loja também não falava muito, e ela não era tão mais velha assim, mas foi bem gentil mesmo assim, usando o que ela sabia para me atender.</p>
<p style="text-align: justify;">PS. Meu marido quer me embebedar, estou sacando isso.. todo dia me oferece uma taça de vinho enquanto faz o jantar&#8230; ha ha.</p>
<p style="text-align: justify;">Amanhã começamos a nos preparar para viajar para Stavanger na sexta-feira. Limpar o carro, separar o que vamos levar e carregar a bateria da câmera, até comprar outra para mim, vou usando a do Espen mesmo. Vou jantar, comidinha pronta e vinho na idéia.. E beijinhos de sobremesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Beijundas</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/09/01/preciso-de-uma-muambeira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem sou eu?</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/08/31/quem-sou-eu/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/08/31/quem-sou-eu/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 10:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3470</guid>
		<description><![CDATA[Neste momento não sei quem sou eu.. olho minhas fotos de antes dessa mudança e vejo outra pessoa. Eu sei que é normal isso acontecer nesse processo de adaptação. Não me sinto mais como antes, nem posso definir hoje quem sou ou serei, essa fase intermediária é muito chata. Difícil ter auto confiança, perdi minhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Neste momento não sei quem sou eu.. olho minhas fotos de antes dessa mudança e vejo outra pessoa. Eu sei que é normal isso acontecer nesse processo de adaptação. Não me sinto mais como antes, nem posso definir hoje quem sou ou serei, essa fase intermediária é muito chata.</p>
<p style="text-align: justify;">Difícil ter auto confiança, perdi minhas referências, estou tentando me encontrar, mas tem sempre um &#8220;não é assim, está errado, o caminho não é esse&#8221;, sem falar nos &#8220;você tem que&#8230;&#8221; Tem que aprender tudo, andar, comer, se vestir, entender, aceitar e gostar mesmo quando não gosta porque tem que ser assim para se &#8220;enquadrar&#8221;&#8230; Aí bate um desespero, fico sempre pisando em ovos, será que posso, será que devo, será que não vão me chamar a atenção mais uma vez? É horrível.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem dias que eu simplesmente detesto ouvir o idioma, nessas horas sinto falta do meu filho, com quem eu posso falar a minha língua. Não quero me cercar nesse momento de um bando de brasileiras, a não ser as que são minhas amigas já. Acho meio suspeito uma proximidade instantânea, se me sinto invadida, nem insista pois não seremos amigas de infância. E de bons e sábios conselhos estou cheia, vou começar a vender para ver se lucro algo com isso. Aff! Engraçado que eu não fico dando conselho nem pitaco na vida alheia.. eu heim!</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como acho uma grande falta de educação estar entre pessoas (conhecidas ou não) que sabem que você fala inglês, mas só falam norueguês e eu lá com sorriso amarelo e cara de bunda. Arrisco perguntar o que falam, na esperança de ser incluída na  conversa, de alguém ser gentil e traduzir, mas continuo sendo ignorada, enquanto o papo rola e as risadas ecoam no ar. Como posso gostar disso? O idioma pode aproximar ou isolar as pessoas.. o meu caso é o segundo, como podem ver.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma das coisas que mais me irritam, mas tudo bem.. eu sei que preciso (e quero por necessidade) aprender o idioma, justamente para deixar de ficar boiando, para entender o que dizem e me comunicar. E cada um tem um ritmo, eu já devo ter mencionado como detesto pressão na hora errada né? Às vezes de tanto forçar, acabamos por quebrar as coisas.. e as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ontem estava me sentindo um lixo, ainda me sinto. Chorei a tarde toda com saudades de casa, com pena de mim por ser tão imbecil e pela impotência da minha situação atual, à noite estava com os olhos inchados, parecendo uma bêbada depois de muita manguaça. Tem umas coisas acontecendo que me deixam chateada, insegura e triste. E precisam ser resolvidas. E serão, pois não arrasto cachorro morto e nem tolero falta de respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficarei duas semanas sem ver meu filho, pois nesse fim de semana talvez viajemos até Stavanger. Bom por poder conhecer a minha amiga Pri. No outro fim de semana ou se for possível durante a próxima semana (aqui eu nunca tenho certeza de porra nenhuma) quero ir vê-lo. Não me interessa se a viagem até lá é longa, não me importo em ir de bus e quero aprender o caminho para ir e vir. Ahh e vou receber uma amiga aqui em casa por 3 dias, então vai ficar apertado para ir até Risoy.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa que tem me tirado do sério é zombarem de mim por sentir frio. Helloooo, eu nasci e vivi 38 anos num país TROPICAL, quente, com sol por no mínimo 300 dias ao ano. Como posso chegar aqui nesse país gelado e achar lindo e normal andar de bermuda e blusa com uma temperatura de 10 graus sem tremer de frio? Raciocinem comigo: média de temperatura no Rio de Janeiro ao longo do ano gira em torno de 28 e 40 graus, certo? Isso pensando positivamente&#8230; sem falar nos dias que passa de 43 graus.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí começo a encarar ventos gelados e temperaturas sempre abaixo de 15 graus positivos (pq o tenebroso inverno ainda não chegou) sem as roupas adequadas. Meu corpo não vai entender e se enquadrar da noite para o dia. Então para os que acham graça (ou pensam ser frescura ou exagero) eu sentir frio, vão para o inferno ok?</p>
<p style="text-align: justify;">Vão de férias ao Brasil e acham gostoso, bacana o calor que faz por lá. Queria ver encarar trânsito, metrô, busão ou o que fosse para ir e vir do trabalho por uns três meses (os piores, dezembro, janeiro e fevereiro), encarar aqueles períodos abafados onde ficamos sem chuvas por mais de 10 dias para ver se não iam começar a reclamar também.</p>
<p style="text-align: justify;">Pimenta no rabo alheio é refresco não é?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/08/31/quem-sou-eu/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>20</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>É comigo?</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/08/29/e-comigo/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/08/29/e-comigo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 21:25:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3462</guid>
		<description><![CDATA[Quando decidi mudar para cá começamos a ver o que poderia trazer comigo e o que seria melhor comprar aqui. Uma delas era o meu ultra super hiper powerful dryer hair. Aqui a voltagem é 220 vlts e no Brasil é 110. Muito bem, achei que dava para usar o que Espen tem em casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando decidi mudar para cá começamos a ver o que poderia trazer comigo e o que seria melhor comprar aqui. Uma delas era o meu ultra super hiper powerful dryer hair. Aqui a voltagem é 220 vlts e no Brasil é 110. Muito bem, achei que dava para usar o que Espen tem em casa até comprarmos um novo para mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro banho e lá vou eu toda metida a besta usar o secador&#8230; sequei metade do cabelo porque ele parou por causa do excesso de calor! Ahn? Ok, dei um desconto porque é antigo e tal. Comprei um finalmente e lá fui eu de novo usar toda crente que ia abafar com meus cabelos finalmente domados. Adivinhem o que aconteceu? Parou de funcionar também&#8230; eu tinha que esperar o bicho esfriar para usar de novo. Como assim? Secador de cabelo tem que aguentar o tranco e não ficar pedindo arrego quando esquenta!</p>
<p style="text-align: justify;">Fiz uma pergunta que, óbvio, meu marido não pode responder porque nem ele entende: Isso deveria funcionar direito, o meu no Brasil não parava para descansar.. como é que isso acontece aqui, se esse é novo? Ele nem conversou, me levou em outra loja e comprou outro mais caro e, esperamos, mais resistente. Estou com medo de testar&#8230; mas amanhã vou ver se ele cumpre o que promete.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora isso, fomos visitar meu filho, já que ele não pode sair esse fim de semana da escola. Levei brigadeiro e TANG (haha) e o povo adorou. O tempo começa a esfriar aqui e pelo jeito a chuva anda me seguindo.. Ontem choveu gelo por essas bandas. Coisa rápida mas num instante as ruas começam a ficar brancas.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso gente.. vou dormir, pois a viagem foi longa para ir e vir de Risoy. Bjs</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/08/29/e-comigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Adoro perguntas idiotas</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/08/20/adoro-perguntas-idiotas/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/08/20/adoro-perguntas-idiotas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 09:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Heim?]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3413</guid>
		<description><![CDATA[Até porque eu também faço muitas perguntas idiotas. E não estou nem aí se pareço tola. Ha ha! As que mais escuto quando o povo no Brasil me vê online de manhã (madrugada para eles): - Ainda está acordada? - Você não dorme não? - Nossa&#8230; até essa hora na net? E a campeã: &#8211; Está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Até porque eu também faço muitas perguntas idiotas. E não estou nem aí se pareço tola. Ha ha! As que mais escuto quando o povo no Brasil me vê online de manhã (madrugada para eles):</p>
<p style="text-align: justify;">- Ainda está acordada?<br />
- Você não dorme não?<br />
- Nossa&#8230; até essa hora na net?</p>
<p style="text-align: justify;">E a campeã: &#8211; Está frio aí? <em>(por enquanto, meus caros, qualquer mudança de temperatura aqui me faz sentir frio, então sou suspeita para falar)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ontem uma amiga deixou recado me passando o telefone dela, uma outra me convidou para ir assistir uma aula de dança do ventre na academia perto de onde morava no Rio, eu realmente acho graça.. mas informei a elas da mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Só perdôo porque sei que muitos desses desavisados não sabem (ou esqueceram) que mudei para longe, daí a confusão de achar que sou viciada em internet (sou?) e perco noite de sono aqui. Vocês acham que marido me deixa ficar a madrugada acordada na internet? Haha, neeeem pensar! Além do mais, dormir com ele é melhor que ficar na internet.</p>
<p style="text-align: justify;">Ok, tem dias que fico tentada a esticar um pouco mais minhas horas online, só para assistir a novela da seis da tarde no Brasil. Mas às onze da noite aqui (seis da tarde no BR), já estou com sono. Aliás alguém sabe como anda o Ídolos na Record? Esse fica difícil mesmo acompanhar daqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Beijundas</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/08/20/adoro-perguntas-idiotas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Só um olá rápido</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/08/14/so-um-ola-rapido/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/08/14/so-um-ola-rapido/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 19:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Feelings]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3393</guid>
		<description><![CDATA[&#8230; para vcs saberem que estou viva. Muita coisa acontecendo, muito do que eu não esperava.. A gente quer andar na montanha russa e só pensa na emoção, na adrenalina, mas esquece que ela sobe mostrando coisas lindas, paisagens nunca vistas, acelerando seu coração. Porém ela também desce e desce forte. E quando isso acontece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230; para vcs saberem que estou viva. Muita coisa acontecendo, muito do que eu não esperava.. A gente quer andar na montanha russa e só pensa na emoção, na adrenalina, mas esquece que ela sobe mostrando coisas lindas, paisagens nunca vistas, acelerando seu coração. Porém ela também desce e desce forte. E quando isso acontece parece que entrei no trem fantasma.</p>
<p style="text-align: justify;">Adaptar-se nunca foi fácil nem simples, agora tudo que ouvi e li dos amigos e das pessoas que acompanho nos blogs, começa a fazer sentido para mim. Não escreverei ainda sobre minhas impressões sobre o país, quando eu me sentir melhor e tiver os sentimentos e emoções mais controlados, prometo que volto aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Um beijo</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/08/14/so-um-ola-rapido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>E depois de tudo&#8230;</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/08/09/e-depois-de-tudo/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/08/09/e-depois-de-tudo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 08:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>
		<category><![CDATA[Pedrinha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3389</guid>
		<description><![CDATA[.. cá estou eu na Noruega! Foi dureza enfrentar tantas horas de viagem, cheguei aqui semi-morta, suja e chechelenta. O vôo noturno foi tranquilo, mas não consegui dormir, estava ligada em 220 volts, aí quando o sono bateu eu já estava num fuso diferente e dentro do segundo avião com a turma da Xuxa. Devia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>.. cá estou eu na Noruega!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi dureza enfrentar tantas horas de viagem, cheguei aqui semi-morta, suja e chechelenta. O vôo noturno foi tranquilo, mas não consegui dormir, estava ligada em 220 volts, aí quando o sono bateu eu já estava num fuso diferente e dentro do segundo avião com a turma da Xuxa. Devia ter umas 10 crianças perto de mim, entre 2 e 5 anos, a maioria chorando, não sei se por manha, incômodo com o vôo ou sei lá.. mas foi algo muito, muito irritante mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pior mesmo só quando uma gorda norueguesa sentou do nosso  lado no último vôo, pelo menos ela teve bom senso e pediu para ficar na poltrona do corredor (a dela era a poltrona A, na janela e a nossa B e C), bom senso sim, pois ela levantava a todo instante e também porque não parava quieta no assento mexendo na bolsa, comprando coisas com as aeromoças e pedindo comida. Pelo menos quando o avião pousou, ela se mandou correndo.</p>
<p style="text-align: justify;">Também tinha uma creche dentro desse avião, todas loirinhas, bonitinhas, fofinhas&#8230; até começarem a sinfonia do bebê chorão e da mãe que não está nem aí se o filho está incomodando um avião inteiro, porque não pára de chorar! E bebês que choram são solidários com outros bebês chorões, impressionante&#8230; um começava o nhenhenhe lá atrás e aquilo ia se espalhando pelo avião! Ok, beleza a independência e responsabilidade chegar cedo na vida dos pequenos, mas pelo amor de Deus, deixar uma criança se esgoelar a ponto de perder o fôlego por mais de meia hora enquanto nos preparávamos para pousar, foi demais para o meu entendimento. Essas mães não conhecem algo chamado ninar o bebê, acalentar a criança até ela ficar mais calma?</p>
<p style="text-align: justify;">Teve uma, coitadinha da menina, que chorava tanto, mas tanto&#8230; que passou pela Imigração (mal) acomodada naquelas cadeiras que os pais carregam nas costas, aos berros e continuou assim até chegar dentro do carro no estacionamento. Juro que foi traumatizante meu primeiro vôo internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas meu amor estava lá com rosas na mãos e uma bandeira da Noruega me esperando com um sorriso enorme.. tão lindo, ai ai! Fomos para casa e eu dormindo a maior parte do tempo, muito cansada. Fiquei uns dois dias fora do eixo, sentindo como se estivesse no horário do Brasil, estranhando tudo, comendo e dormindo fora de hora. Aqui anoitece lá pelas nove e meia da noite e isso me confunde um pouco ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos me perguntam se está frio, se já vi a neve e como é a Noruega. A primeira impressão é de deslumbramento, realmente o lugar é lindo, as ruas são limpas e conservadas, bem sinalizadas e o povo respeita as leis de trânsito mais do que no Brasil. Mas não entendo patavinas do que eles dizem e nos olhamos com estranheza ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">E não pessoal, não vi neve ainda, nem está frio. Tem um ventinho gelado de vez em quando, mas o sol tem brilhado aqui e tem feito um calorzinho gostoso durante o dia. Agora o período é de adaptação, descoberta e ajustes na minha nova rotina. Meu filho parece pinto no lixo de tão feliz e encantado com o lugar. Espero que ele se abra para tudo que está chegando na vida dele agora, pois em breve estará longe de nós na escola e terá que começar a se virar sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando tiver mais tempo volto aqui para comentar o que tenho visto e sentido nesse novo país, nessa nova fase para mim, meu filho e Espen. Semana que vem vou conhecer meus enteados e ver finalmente minha nova sobrinha Simone e os pequenos Breno e Ingri. Brasileiros como eu! <img src='http://www.donapedrinha.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Beijos</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/08/09/e-depois-de-tudo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>I&#8217;m back again</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/07/09/im-back-again/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/07/09/im-back-again/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 22:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Pedrinha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3355</guid>
		<description><![CDATA[Oi pessoas, Sumi né? Minha vida continua num ritmo louco, tudo ao mesmo tempo agora. Apsar de não ter nenhuma resposta da UDI ou do Consulado da Noruega sobre o visto de estudante do meu filho, preciso começar a me preparar para a viagem. Vou dar entrada, finalmente, no documento de status marital, comprar as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Oi pessoas,</p>
<p style="text-align: justify;">Sumi né? Minha vida continua num ritmo louco, tudo ao mesmo tempo agora. Apsar de não ter nenhuma resposta da UDI ou do Consulado da Noruega sobre o visto de estudante do meu filho, preciso começar a me preparar para a viagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou dar entrada, finalmente, no documento de status marital, comprar as malas, fazer mais uma visita ao Itamaraty, levar para o tradutor e depois para o Consulado (acho que a sra. Nina já lembra de mim só de ouvir minha voz &#8211; haha!), fazer uma novena para Santo Expedito para ver se ele me ajuda a ter a reposta do visto em breve.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora isso ando ocupada em casa, minha mãe ainda não operou e continuo sem saber quando será&#8230;o que me deixa um pouco aborrecida porque ela está postergando isso e vai me sobrecarregar, justo quando eu não posso ficar comprometida, presa com uma pessoa doente em casa. Mas isso eu já sabia&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Decidi comprar outro computador para o Rodrigo lá na Noruega, pelo preço dos daqui nem vale à pena comprar no Brasil. Vamos vender o que ele tem atualmente e comprar lá. Menos dor de cabeça e eu agradeço.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa semana comprei o meu netbook (finalmente!), pois não quero perder contato com vocês nem com minha família depois que mudar. E não quero ficar dependendo do computador do Espen. Ainda estou me adaptando, ele é bem menor do que o que temos em casa e fico perdida ainda, além de ter o Windows 7 instalado, então a loira está se achando por aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Na próxima semana vou à costureira para definir algumas coisas, não vejo a hora de me livrar disso também. Detesto esperar, assim como detesto fazer as coisas com pressa, porque não se pensou no tempo necessário para executar algo. Espero que dê tempo de resolver isso sem muito stress, segundo a Sheila, ela me entregará a tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, meus amigos.. estou por aqui, assim que pintar mais novidade eu volto. Beijundas</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/07/09/im-back-again/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não é NÃO!</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/06/25/nao-e-nao/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/06/25/nao-e-nao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 23:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Heim?]]></category>
		<category><![CDATA[Cantadas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3321</guid>
		<description><![CDATA[Todo mundo sabe que homem é o ser mais safado do mundo.. (algumas mulheres também são, Ô!). Claro que não se pode controlar o que os outros pensam e acham certo/errado, bonito/feio, bom/ruim. Porém espera-se bom senso de algumas pessoas, aquelas que convivem com você, aquelas que são amigas ou conhecidas. Sei lá.. eu sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todo mundo sabe que homem é o ser mais safado do mundo.. (algumas mulheres também são, Ô!). Claro que não se pode controlar o que os outros pensam e acham certo/errado, bonito/feio, bom/ruim. Porém espera-se bom senso de algumas pessoas, aquelas que convivem com você, aquelas que são amigas ou conhecidas. Sei lá.. eu sempre tive a esperança de que se EU faço, se eu ajo de certa maneira, as outras pessoas também poderiam ter a mesma ação. Boba eu né?</p>
<p style="text-align: justify;">Ok, as pessoas são diferentes e por isso agem diferente. Mas cara.. use o bom senso (se você souber o que é isso)!!! Não passa na cabeça do outro que eu posso me ofender ou ficar brava com uma situação? Tudo bem se você é o maior tarado da face da terra, eu entendo que seu casamento, namoro, rolo anda uma droga.. mas há uma enorme distância  entre você imaginar que posso ser a próxima &#8220;comidinha&#8221; e eu aceitar! Ha ha.. como são idiotas alguns homens&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Situação 1:</strong> Reencontrei um casal de amigos da adolescência na missa de sétimo dia pelo falecimento da avó deles. Fui prestar minha solidariedade, já que a irmã do meu amigo era minha melhor amiga e da minha irmã quando éramos mocinhas. Ela foi à missa da minha irmã também. Conversamos um pouco na saída da igreja e tal, rolou aquela coisa de &#8220;ahh pega meu e-mail com sua irmã e vamos manter contato&#8221;. O cara estava lá com a esposa e os dois filhos. Não vou entrar no mérito de como andava a situação dos dois, isso nem é problema meu, apesar de servir de justificativa e motivo (na cabeça dele) para o que veio depois..</p>
<p style="text-align: justify;">Passaram-se uns dias e nos encontramos na internet, me adicionou no MSN e tals. Obs: fomos namoradinhos na adolescência, devíamos ter eu 13 anos e ele uns 15 na época. Isso significava namorinho bobo mesmo, beijos e mãos dadas, cinema, praia e festinhas juntos. E só! Continuando&#8230; sabe quando você está numa vibe diferente, querendo saber o que se passou com o amigo durante aquele longo intervalo na vida e tal ? Então, ele convidou para sair, colocar o papo em dia e eu disse que sim já pensando que iria a irmã dele junto. Ha ha! Aí ele me solta um &#8220;Podemos tomar um vinho, conversar num lugar mais discreto (leia-se motel), fica entre nós.. ninguém precisa saber&#8221;. Achei desagradável, pois ele sabe que vou me casar e mudar para outro país. Mas vai ver é por causa disso que o mané pensou que eu toparia ou que não seria de mais dar uma pulada de cerca. Enrolei, desconversei, fingi que não entendi e encerrei a conversa.</p>
<p style="text-align: justify;">Surpresa na semana seguinte, o sujeito me ligando.. me deu o telefone dele que eu não salvei no celular.. guardar telefone de quem eu não quero falar para quê, não é? Se tem uma coisa que eu acho cafonérrimo e chato para caraleo é ligar sem se identificar e ficar falando &#8220;é o seu admirador&#8221;. Nem sei o que ele disse que me fez reconhecer, mas enfim foi uma das ligações mais chatas que eu recebi. Falou, falou e repetiu sei lá quantas vezes que deveríamos sair, que ele me buscava em casa e aquele papo furado e eu tentando não perder a educação, mas no final tive que cortar a dele. Mesmo assim, prometeu ligar de novo, e ligou! Eu não atendi mais, dessa vez gravei o nome do infeliz no cel para saber que É ele!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Situação 2:</strong> Uma grande amiga teve uma paixão por esse rapaz em questão e foi o Ó para a coitada esquecê-lo, nos reunimos umas vezes na minha casa (eu e um rolinho que eu tinha na época, que era amigo desta peça, ela e o bendito). Passou o tempo e por fim a história com ele estava esfriando, pensei &#8220;que bom para minha amiga&#8221;. Ninguém merece arrastar cachorro morto por causa de homem! A primeira cantada veio nessa época, fugi dele o quanto pude e fui direta, não dá! Eles não tinham mais nada, mas imagina o climão horrível que ficaria entre eu e minha amiga? Pensa que ele se preocupava com isso? Nem aí&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E hoje eis que surge a peça rara de novo no MSN. Enquanto o papo era sobre as novidades da vida, o que estávamos fazendo, se eu ia mesmo me mudar do Brasil, estava tudo bem. Até ele dizer, &#8220;poxa.. queria te convidar para tomar um vinho aqui em casa antes de você ir embora&#8221;.. reparem que o cara de pau nem quer se dar o trabalho de sair de casa, eu que vá até ele. Hahaha&#8230; Falei, vou reunir os amigos no lugar tal, apareça por lá para se despedir de mim. Ao que ele retrucou &#8220;Vou me sentir deslocado e eu queria mesmo era ficar a sós com você para conversarmos melhor&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Falei que não daria mesmo, que isso não era possível e que sabia a intenção dele não era conversar comigo. Cara de pau que só ele me diz &#8220;eu sei que você sabe.. aliás você sempre soube que sou a fim de ficar contigo, mesmo sabendo que você não quer.. não custa tentar, vai que um dia eu sou sorte?&#8221;. Só disse à ele &#8220;Senta e espera&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Por que alguns homens acham que por meu noivo estar longe eu preciso transar com outros? Fácil não é ficar sem ele, sem sexo.. mas eu também não quero outros. Eu heim.. cada pergunta que eu ouço sobre isso. Não é NÃO mesmo!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/06/25/nao-e-nao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>I&#8217;m normal</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/06/22/im-normal/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/06/22/im-normal/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 15:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Pedrinha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3312</guid>
		<description><![CDATA[- Tem dias que penso em sumir, desaparecer, feito fumaça - Vou doar plaquetas esse mês (primeira vez), sempre doei sangue - Xinguei muito aquele juiz ladrão francês de uma figa - Post com os jogadores mais belos na minha opinião rendeu ciumeira - Sou viciada em internet e blogs - Sou viciada em séries [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Tem dias que penso em sumir, desaparecer, feito fumaça<br />
- Vou doar plaquetas esse mês (primeira vez), sempre doei sangue<br />
- Xinguei muito aquele juiz ladrão francês de uma figa<br />
- Post com os jogadores mais belos na minha opinião rendeu ciumeira<br />
- Sou viciada em internet e blogs<br />
- Sou viciada em séries na TV<br />
- Estou contando os dias para o próximo jogo<br />
- Tenho memória de elefante<br />
- Sou ansiosa e resmungona<br />
- A TPM tem sido um das minhas inimigas mais terríveis<br />
- Falo merda ou coisa nenhuma que preste às vezes<br />
- Sinto saudades de muita gente<br />
- Sou ciumenta também<br />
- Cismei que tenho que mudar a cor do cabelo de novo<br />
- E sei que vou me arrepender depois<br />
- Sigo meus desejos e intuições<br />
- Não tolero falta de educação, de ninguém!<br />
- Falo palavrão quando estou com raiva<br />
- Sou nostálgica em alguns momentos<br />
- Se eu morrer doem meus órgãos<br />
- Ainda quero escrever umas cartas para depois disso..<br />
- Adoro filmes românticos e comédias também<br />
- Amo Copa do Mundo<br />
- Amo torcer<br />
- Grito e xingo.. sem pudores.<br />
- Brasillllllll!!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/06/22/im-normal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Abuso Emocional</title>
		<link>http://www.donapedrinha.com/2010/06/21/abuso-emocional/</link>
		<comments>http://www.donapedrinha.com/2010/06/21/abuso-emocional/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 22:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniela Pedrinha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu mesma]]></category>
		<category><![CDATA[Feelings]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso Emocional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.donapedrinha.com/?p=3310</guid>
		<description><![CDATA[UMA FORMA DE ABUSO EMOCIONAL Simone Sotto Mayor Nos dias de hoje, em que somos acossados pela violência explícita vinda de várias frentes, também somos muitas vezes testemunhas ou mesmo vítimas de um tipo de violência mais difícil de se visualizar e nem por isso menos virulenta. Essa violência advém de relacionamentos com pessoas perversas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>UMA FORMA DE ABUSO EMOCIONAL</strong><br />
<em>Simone Sotto Mayor</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nos dias de hoje, em que somos acossados pela violência explícita vinda de várias frentes, também somos muitas vezes testemunhas ou mesmo vítimas de um tipo de violência mais difícil de se visualizar e nem por isso menos virulenta. <strong>Essa violência advém de relacionamentos com pessoas perversas, que elegem uma vítima e passam a se dedicar à tentativa de destruí-la. Já que não é possível matá-la fisicamente, tentam assassiná-la moral, emocional e socialmente</strong>. Este tipo de ação vem sendo estudado por especialistas nos últimos anos e recebeu o nome de assédio moral uma forma de abuso emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, afinal, do que estamos falando? O que é um indivíduo perverso e mais, o que estamos chamando de uma relação perversa? Os estudiosos do assunto definiram indivíduos perversos como sendo aqueles que, sob a influência de seu grandioso eu, tornam-se capazes de tentar criar sempre uma relação peculiar com uma segunda pessoa. Neste tipo de relação característica, o sujeito perverso ataca particularmente a integridade psíquica do outro, visando desarmá-lo e deixá-lo à sua mercê. <strong>Assim, são atacados igualmente o amor-próprio do outro, sua confiança em si, sua auto-estima e a crença em si próprio.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todas as pessoas estão sujeitas a terem momentos de perversidade moral do tipo descrito em suas relações com os outros. <strong>A diferença é que os verdadeiros perversos só sabem se relacionar dessa maneira em todas as esferas de sua vida. Movidos por um egocentrismo extremado e uma total falta de empatia pelos outros, esses indivíduos ainda sentem uma enorme inveja dos que parecem possuir o que eles não têm ou daqueles que, simplesmente, têm prazer com a própria vida.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O perfil das vítimas também tem sido estudado dentro da vitimologia. Esta disciplina é recente e estuda o processo de vitimização, suas conseqüências para as vítimas e os direitos que elas possam vir a reivindicar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Durante muito tempo, dizia-se que a vítima da pessoa perversa seria masoquista. Hoje em dia, entretanto, sabe-se que elas são pessoas bem dotadas, cheias de vitalidade e colaborativas. São seduzidas para se enredar numa relação destrutiva, justamente a partir de seu feitio doador</strong>. É desse feitio que o agressor tira partido, ao se apresentar como alguém a quem a vida lesou e que necessita muito de proteção e carinho. A maior vulnerabilidade das vítimas é que elas não se vêem como realmente são. Têm dúvidas quanto a sua própria capacidade. Isso faz com que criem para si o desafio de mudar o outro, provando assim sua força e seu valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, será mesmo possível que o agressor consiga tudo isso, sem encontrar obstáculos? Certamente, pois existem inúmeras formas básicas e simples de desestabilizar o outro e o perverso as conhece muito bem. <strong>Ele sabe por exemplo que, para tal, basta rir das convicções e dos gostos do outro, deixar de lhe dirigir a palavra, ridicularizá-lo publicamente, denegri-lo diante dos demais, colocar em dúvida sua capacidade de avaliação e decisão. </strong>E assim por diante.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, um processo de desqualificação de alguém geralmente leva anos, <span style="text-decoration: underline;"><strong>especialmente em relações familiares, onde os cônjuges e os filhos são as vítimas mais comuns.</strong></span> No início, não há palavras explícitas, apenas olhares de desprezo, alusões malévolas e críticas dissimuladas. Um dia vem o momento crucial, quando surgem as palavras. “Você é mesmo uma pessoa muito complicada”, diz, por exemplo, um pai a uma filha. Esta integra esse dado, e vai se anulando realmente. Ou seja, alguém torna nula sua própria identidade porque outro decretou o que ela era.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Durante muito tempo, a vítima, confusa, não compreende o que se passa com ela. Mas quando enfim se dá conta e resolve reagir, rompendo com o seu agressor, desperta a ira do perverso.</strong> <span style="text-decoration: underline;">E é aí que a violência se torna intensa, explícita e implacável. Alguns perversos passam a dedicar sua vida à tentativa de destruir o outro. Essas pessoas até podem parecer se ocupar de outros projetos, mas o único que realmente lhes importa é o de tentar destruir quem ousou lhes abandonar.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Mas como é levada a cabo tarefa tão ambiciosa? Bem, para tal é preciso que sejam criadas o maior número de mentiras acerca da idoneidade da vítima, <strong>que passa a ser a culpada de tudo o que aconteceu (de ruim) ou deixou de acontecer (de bom) ao agressor.</strong> É bom lembrar que <span style="text-decoration: underline;">o indivíduo perverso não experimenta o menor sentimento de culpa por agir assim,</span> pois já vimos como ele é incapaz de sentir empatia ou compaixão por outro ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>A pior de todas essas situações é a que envolve as relações entre pais perversos e seus filhos, como vítimas.</strong></span> <span style="text-decoration: underline;">A</span></span><span style="text-decoration: underline;">os olhos do agressor, os filhos deixam de ser seus e passam a ser apenas filhos do ex-cônjuge, merecedores, portanto, de todo o seu ódio.</span> Nesses casos, terapias feitas nas vítimas podem ser eficazes para deter o processo de destruição da identidade. Mas é preciso que o terapeuta não venha a agir como a maioria da sociedade. Ou seja, por comodismo ou respaldados numa alegada postura “neutra”, os terapeutas podem até se omitir. Quando deixam de destacar e nomear para as vítimas esse tipo de abuso emocional, dificultam sua libertação do agressor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como em todos os demais casos de abuso, sabemos hoje que a vítima precisa de alguém que acredite nela, para ter forças e reagir ao massacre. Muitas vezes, basta que uma só pessoa acredite e apóie a vítima para que ela comece a se reorganizar emocionalmente. </strong>Esperemos que, se for um terapeuta o escolhido para desempenhar esse papel, ele seja capaz de abraçá-lo sem entraves, até por sua condição de ser humano, anterior à de terapeuta.</p>
<p style="text-align: justify;">No meio cultural individualista em que vivemos atualmente, esse tipo de ataque está se tornando mais comum. Precisamos todos ter cuidado pois, a pretexto de sermos tolerantes, podemos estar sendo complacentes com uma situação desse tipo próxima a nós, facilitando assim a atuação perversa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Simone Sotto Mayor</em></strong> é<br />
Médica Psiquiatra e Psicanalista </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O texto é longo, mas fala exatamente o que eu passo.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.donapedrinha.com/2010/06/21/abuso-emocional/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
