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O verão norueguês

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Como boa carioca que sou, eu sei o significado da palavra VERÃO. Calor, muito calor, clima tropical, praia (que eu quase não frequentava porque sempre virava um pimentão), piscina, água de côco, gente bonita desfilando pelos calçadões da zona sul e Barra, seus corpos sarados, dourados de sol. Vestidos fresquinhos, shorts, bermudas, biquínis, muitos biquínis coloridos, lindos e pequenos..hehe. Havaianas, sandálias, feriados prolongados na praia ou na Região dos Lagos.

Encontros com os amigos no fim do dia em algum bar para beber uma cerveja, aquele calorão, música brasileira, batata frita para acompanhar a cerveja. Festas com os amigos, churrascos, Natal, Ano Novo e Carnaval sempre naquele clima tropical, calorento, suado.. mas, acima de tudo, vivo.

Aí me mudo para a Noruega, chego aqui no final do verão deles.. agosto, fim do inverno no Brasil e… tcharam! É um bocado diferente, começando pelo clima. Mas não menos gostoso, feliz, colorido. Meu primeiro verão de fato, acontece agora e tem sido uma prazeirosa experiência.

Cores, muitas cores nas roupas, nas plantas, jardins, flores. Dias de calor, sol a pino, vento fresco, às vezes não tem vento.. aí o povo frita aqui. Hehe. Barcos no mar, muitos barcos, pequenos e grandes e o povo lá pelo cais (o Brygga) socializando, sentados pelos bares e restaurantes, aproveitando os longos dias de verão bebendo e comendo com a família e amigos. Muitas bikes na rua, pessoas inspiradas fazendo exercícios, correndo, caminhando, crianças para todo lado. Almoços e jantares na nossa varanda, com o sol como companhia. Não posso negar que o verão tem isso de bom.. tem o sol e ele traz vida, renova tudo. Uma delícia!

Só não vou à praia aqui… se não ia no Rio de Janeiro com seus 40 graus, aqui é que não irei mesmo. Não passa de 30 graus e mesmo assim, não faz aquele calor de derreter. Mas o povo se esbalda, com os dias mega longos muitos ficam na praia até a noite. Seja correndo, se exercitando, bagunçando com os amigos, nos pequiniques da vida e etc. Sim, mais vestidos que nós obviamente.

Sou apaixonada pelo céu, no inverno pude presenciar e registrar imagens espetaculares, cores que eu nunca vi antes pintando o céu azul, iluminando as nuvens. Não é diferente no verão, apesar de termos uns dias bem chatos, chuvosos.. mas quando o sol surge, que beleza.

Outro dia fui passear com marido, eu amo ver o pôr do sol aqui, fomos caminhando depois do jantar olhando as redondezas, tem uns bairros aqui que são muito bacanas, casas lindas com jardins super bem cuidados. Adoro! E já no fim do “dia”, quase às 22h nos despdimos do sol.. 3 minutos depois, ao seguirmos no caminho oposto de volta para casa, demos de cara com a lua. Como vocês podem ver nas fotos abaixo. Perfeito!

Às onze e nove da noite o céu ainda estava assim.

Estão acontecendo vários festivais em Tønsberg, pena que não conseguimos ir em todos, Ontem estava rolando um show  onde fica a Torre do antigo Forte, os ingressos se esgotaram em poucos dias, sem falar no preç alto. Fomos a Larvik com as crianças ver o movimento, tomar sorvete e olhar o que estava rolando lá.

Assistimos a apresentação do Christian Ingebrigtsen, integrante do grupo A1, uma banda inglesa-norueguesa que foi lançada em 1999. No começa eram cinco integrantes, típica Boy Band.. meus amigos mais antigos sabem que eu sempre tive queda por boy bands.. hehe. Algumas fotos do bonitão e um trecho da música I Fell In Love With An Angel. Ele comentou que a banda se reuniu para gravar um novo álbum. Pelo que escutei ontem no mini concerto e pelo que assisti nos vídeos no Youtube, acho que vou virar fä..  Enjoy it!

E o vídeo com o trecho da canção I Fell In Love With An Angel. Quem quiser saber mais sobre o Christian, pode visitar o site oficial do cantor.

Eu tentei…

Chuva na Noruega

Juro que tentei… curiosa como sou, confiante do meu poder de aprendizado lá fui eu me meter a besta e tentar transformar minha humilde Canon SX30 IS numa DSLR com um firmware o CHDK. Tentei por dois dias e desisti de tão complicado. Recolho-me à minha insignificância e condição assumida de leiga em fotografia profissional. Tem que ter um bom conhecimento para poder usar o firmware. É Daniela, nem tudo é tão fácil quanto parece, ainda que você tenha boa vontade em aprender na marra.

Desisti também de usar o Lightroom 3.4 depois de tentar me entender com o programa. Assisti alguns vídeos, li uns tutoriais e nada… suei pra usar, para conseguir fazer algumas alterações, sem falar que ele é lento e travou muita coisa que eu uso normalmente. Eu sei, eu sei.. é bom, é ótimo, mas aqui não rolou minha gente.

Para vocês verem que dá para eu me virar sem Photoshop e Lightroom, uma foto que tirei ontem e só alterei pequenos detalhes e coloquei a marca d’água. Beijundas

Chuva na Noruega

Férias, enfim!

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Hoje foi o último dia de aula, ontem fomos com o pessoal do curso passear em Oslo, visitamos o Museu Kon-Tiki e o Vigeland Park. Foi bem bacana, pena que foi meio corrido. Mas deu para tirar algumas fotos, achar duas meninas que estavam tentando fazer capoeira, comer salsicha (povo sem imaginação) e ainda conheci a Carolina do blog Coisas da Carolina que foi lá me dar um “oi” com o filho dela, o Lucas. Que é uma fofura, lindo demais.

 

Carol e eu

O Museu

O Kon-Tiki Museet ou Museu do Kon-Tiki fica na ilha de Bygdøy, em Oslo. O museu foi inicialmente construído para abrigar o barco Kon-Tiki, uma réplica de barcos pré-colombianos, que Thor Heyerdahl ut ilizou para velejar e navegar à deriva com as correntes marítimas, desde o Peru até à Polinésia, em 1947.

Outro barco que vemos no museu é o Ra II, construído com as técnicas que Heyerdahl pensou poderem ter sido utilizadas no antigo Egipto. Heyerdahl usou o Ra II para navegar desde o norte de África até ao Caribe. Uma tentativa anterior com o Ra I fracassou, tendo o barco sido perdido durante a expedição e a tripulação evacuada. O museu tem também uma coleção de artefatos que Heyerdahl obteve durante as suas expedições arqueológicas na Ilha da Páscoa, incluindo uma cópia das suas conhecidas estátuas gigantes de pedra.

Vigeland Parken

O Parque Vigeland fica a 3km de Oslo e tem uma área de 320.000 m², com muitas áreas verdes, locais para exposições e atividades ao ar livre. O parque é famoso também por suas 212 esculturas de bronze e granito, de autoria de Gustav Vigeland. As esculturas materializam inerências da existência humana, como o trabalho, a ira, a maternidade, o sexo, a fraternidade e etc. Na entrada principal do parque existem quatro grandes portões, que dão acesso a uma ponte, um obelisco, uma fonte e um playground. Na saída principal existe a escultura de quatro velhos levantando uma criança, que segundo Vigeland, é um simbolo de eternidade.

Eu particularmente gosto muito, acho lindas todas as esculturas, as de granito especialmente, com suas formas robustas e arredondadas.. preciso voltar lá com mais tempo para fotografar todas.

Fim das aulas

Então hoje foi nosso último dia de aula. Foi mais uma reunião para sabermos o resultado do teste, pegarmos os muitos trabalhos escolares para fazer e troca de telefones, emails e comer uns bolos, beber chá, suco e tals. Pena que, a maioria saiu correndo assim que o professor terminou de falar e desejou boas férias. Pena mesmo pois esses não provaram do meu famoso pavê de abacaxi. Hehe. Fiquei feliz porque, todos gostaram do pavê, inclusive meu professor. Procurei fazer menos doce, pois sei que eles aqui não são chegados a muito açúcar.

Amigos do curso

 

Meus amigos Michel, eu (com a blusa aberta, argh!), Henriks, Brikity e Timothy. Abaixo as fotos do Kon-Tiki e do Vigeland Park.

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Outro teste no curso de norueguês

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E lá fui eu para o curso, não consegui me concentrar e estudar direito. Pior.. sempre aparece no teste, aquele capítulo, aquele pedacinho que você não estudou ou só deu uma lida rápida.

Não estou sendo pessimista, só realista.. a primeira parte foi o “Listen” (não  lembro como escreve em norueguês) e eu fui mal sim. O professor corrigiu e eu fiquei abaixo da média. Claro que deixar algumas questões em branco contribuiu para diminuir meus pontos. Mas se eu não entendi o que ouvi no diálogo, como vou responder?

A parte escrita, apesar de eu achar que algumas partes fui bem, ficou aquela dúvida e, sinceramente, do jeito que minha cabeça anda eu devo ter feito a maior confusão. Teve um exercício que havíamos feito em aula, mas não eu mesma, no dia que foi dado o exercício numa folha avulsa eu faltei, pois estava trabalhando, por isso só corrigi olhando o da minha amiga na aula seguinte. Morri de ódio mil vezes…

Vamos ver com me saio no próximo, agora é meter a cara nos estudos, preciso ouvir mais, habituar meu ouvido ao som. Mas nem todos falam da mesma forma. Meu marido por exemplo fala algumas palavras que não consigo identificar, já uma outra pessoa falando eu entendo. Depende também da velocidade com que a pessoa fala e do vocabulário, pois eu ainda estou conhecendo as palavras e aumentando isso. Será que me forçar a ler as revistas e jornais ajudaria? ô dureza…

Pelo menos semana que vem acabam as aulas e ficamos de férias um período. Vamos para Oslo na quarta com a escola inteira. Vamos visitar o Vigeland Park (que eu já conheço, mas vou amar visitar de novo) e vamos ao Kon-tikit Museum conhecer a história de Thor Heyerdahl, explorador e arqueólogo norueguês. Vou preparar uma focaccia e um bolo de chocolate para levar, além de algo para beber. Comprar na rua acaba saindo bem mais caro. Anyway, espero que tenhamos um dia ensolarado e com céu azul para render boas fotos.

 

Kon-Tiki Museum

Casamento em Bodø

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Olá pessoas,

Fomos passar um fim de semana em Bodø por conta do casamento de um amigo do Espen e tenho um bocado de coisa para contar…

Não sei o que me deu para levar pouca roupa de frio, quer dizer, eu levei, mas não achei que ia fazer frio, ainda bem que deu tempo de colocar um cachecol na bolsa também. Dei sorte que na saída de casa marido disse: “Não quer levar sua jaqueta? Lá venta bastante”. Não imaginava que fosse tanto!! Quase fui carregada, literalmente, pelo vento. Saímos daqui com 12 graus e chegamos lá com 6 graus e uma chuvinha fina que ia e voltava de instante a instante. A cidade é pequena, se comparada à Tønsberg, mas é bem charmosa.

Chegamos na sexta de manhã e depois de descansar um pouco, fomos passear e à noite pude encontrar (finalmente!) a Camila Hareide que é linda, fofa, com um senso de humor excelente! Pausa para o momento tiete.. eu já era fã dela. Foi um dos primeiros blogs que me informou sobre a documentação para me casar aqui na Noruega. Claro que li tudo que ela escrevia (além dos posts sobre documentos), assinei o blog para ler sempre os posts novos e é assim até hoje. Jamais pensei que ela fosse querer me conhecer e foi uma imensa surpresa ler a mensagem dela, ao saber que eu estaria na cidade onde ela mora, falando que queria me encontrar. Fomos comer uma pizza, depois fomos a um pub e rimos um bocado. Adorei, adorei mto!! Assim que possível vamos voltar para passear mais pela cidade.

O casamento

Um amigo de muitos anos do meu marido se casou no sábado, por isso estávamos na cidade. Até planejei um look bacana, charmoso, comprei grampinhos bonitinhos para arrumar um penteado, “laquê” para manter os fios no lugar, vestido novo e etc e tal. Mas o vento infernal e a chuva que não parava, ia e vinha, me impediu de ficar perfeita. Mas em parte, eu até achei bom.. todo mundo molhado, todo mundo descabelado pelo vento e escovas e penteados se desmanchando com a chuvinha fina. Ninguém ia achar que eu estava esquisita né? Rs!

A festa foi linda, ótima, muito bem servida. Primeiro casamento norueguês que que assisto e achei muito bom. A igreja era um mimo, pequena, aconchegante e tinham poucas pessoas, acho que só os amigos mais chegados mesmo e a família. De lá fomos para o hotel onde a Camila trabalha e tomamos um chá/café para esquentar, depois da friaca que enfrentamos. Por fim fomos para o local onde seria servido o jantar e rolaria a festa. Outros convidados, só chegaram depois do jantar, aqui é normal ser convidado somente para uma parte da festa ou somente para a cerimônia religiosa.

Foi servido carpaccio de baleia, rúcula, cebola, nozes e um pão delicioso na entrada. Depois serviram o jantar, uma carne muito macia envolta numa massa crocante, batatas cozidas, um creme especial, cebolas assadas com azeite e cogumelos. Divino também. Para fechar com chave de ouro as sobremesas: creme brulee, uma espécie de manjar com calda de frutas vermelhas e azuis, muffins com recheio de chocolate e calda de maracujá, o que dava um contraste bem gostoso. Tudo maravilhoso!!

Rolaram os tradicionais discursos, alguns amigos, o pai do noivo, uma amiga da noiva e por fim os noivos. Entre um discurso e outro, pausa para os fumantes irem lá fora congelarem enquanto fumavam e uma corridinha até o toilette retocar a maquiagem e fazer o pipi amigo. O que eu adorei foi ver os noivos subirem nas cadeiras para se beijarem a cada vez que nós batíamos com os talheres nos copos, fazendo aquele tilintar… tadinhos, no final estavam cansados de tanto subir e descer das cadeiras, nos disseram “Is it enough people…” – não para nós, os convidados. Hehe.

Adorei a decoração na entrada, cheia de corações. Amei os bolos, acho que tinham oito tipos, contando com o bolo principal, eu só consegui provar três, de tanto que já havia comido. A única coisa que eu achei estranho foi a música só começar a tocar horas depois. Diga-se de passagem, música tradicional daquela região, meio estilo country music. Eu já estava morta de cansada, mesmo tendo ficado sentada muito tempo, fiquei boba com a disposição da noiva dançando todas..hehe. O casamento começou ao meio dia e já eram mais de onze da noite quando fomos embora, desabamos na cama e só acordei no dia seguinte. Mesmo tendo tentado me manter acordada para ver o sol da meia noite… o que eu vi foi o sol das onze e meia.. serve né?? Pena que não tirei fotos.. mas fiquem com algumas desse dia memorável.

 

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