é uma firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos em algo ou alguém. A palavra Fé veio da palavra grega pí·stis, que transmite a idéia de confiança, fidúcia, firme persuasão, portanto fé pode ser considerado sinônimo dos verbos acreditar, confiar ou apostar.

Fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão bem definida e não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência física racional.

Quando não nos resta mais nada em que acreditar, nos entregamos a fé de que algo maior olha por nós. Sou kardecista e tenho minha idéia de vida e morte (e também do que há depois dela). Sei o quanto essas coisas são particulares, cada um de nós acredita e vivencia Deus e a religião (deriva do termo latino “Re-Ligare”, que significa “religação” com o divino) e eu não gostaria de me deparar com nenhum tipo de crítica, “conselho” contrário a minha escolha religiosa.

Estou avisando antes, pq existem coisas particulares, pessoais demais que comento aqui no blog e, nesse momento, não estou pedindo que me ajudem a definir o que significa o momento que minha família vive, muito menos que me mudem a crença. Eu tenho horror a gente que não respeita isso e insiste que a religião dele é a certa, a melhor… existe jeito certo ou errado de entrar em contato com Deus se Ele é um só??

Os últimos dias têm sido bem delicados para minha avó Beatriz, ela completou 90 anos em dezembro passado e sua saúde está dando sinais de fraqueza já há um tempo. Saiu de uma pneumonia e pode enfim voltar para casa hoje, depois de 13 dias internada. Fiquei com ela somente uma noite e hoje o dia todo, pois a maior parte do tempo ela ficou no CTI. Tadinha.. ela ODEIA hospital e vcs sabem que CTI não é o lugar mais legal para um doente. O atendimento pode ser imediato, mas o sossego não existe, é barulho e luz acesa o dia todo. Sem falar naquelas conversinhas nada legais ou respeitadoras dos médicos e enfermeiros.

Eu me acho forte, mas nem sempre consigo ser… ficar essa noite com minha avó e o dia de hoje foram demais sabem…? Ela tem falado mto que está no fim dos dias dela aqui, falou dos parentes que já se foram e, principalmente, da minha irmã gêmea Raquel que era um xodó com ela. Acho que foi a neta mais agarrada com ela.. tanto que era chamada de “cordinha” pela minha avó, pois onde ela ia, minha irmã ia atrás. Somente hoje ela conseguiu chorar pela morte dela.. me disse que só comigo ela poderia fazer isso pois eu a entenderia e ela ficava à vontade para desabafar. Daí vcs imaginam o impacto disso tudo em mim. É mto recente a partida da minha irmã…

Por isso o nome do post: Até onde vai a sua fé? Acho que a minha é do mesmo tamanho e tem a mesma intensidade e força do amor. Mesmo quando a dor vem e me derruba, me machuca, me fere… Eu choro e sinto essa dor não por ausência de fé em Deus, fé no amor e na caridade, mas pela despedida, pela certeza de que alguns dos meus pilares não está (ou estará) mais aqui. É difícil o desapego.

Nesse momento, só peço que Deus me mande um suprimento extra de força, de energia para segurar as pontas (as minhas e as da mamy)…

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