Arghhhh!!!
21 Aug
Tô mais azeda que limão galego…
Comecei a segunda feira de mau humor!!
Dá licença tá?!
Na verdade eu estou cansada… Quero férias!
Há uma diferença entre ser quem eu sou, ser quem pensam que sou e ser quem as pessoas acham que eu deveria ser….
Às vezes eu faço um samba do crioulo doido com isso, entro num processo desgastante porque acabo tentando ser quem pensam que sou, ao mesmo tempo em que tento ser quem acham que eu deveria ser… quando na verdade eu deveria ser simplesmente quem sou!
A pressão da família (eles sempre são os primeiros), dos amigos, do namorado e da sociedade em geral me cobra uma postura, que nem sempre é a certa (pelo menos para mim não é). Eu não gosto de fingir, não gosto de pressão em cima de mim por qualquer motivo, detesto que invadam meu espaço.
É um tal de “A Daniela pode porque ela é solteira, porque tem tempo disponível (me digam onde ele está?), ela só tem um filho (que também precisa de mim e RECLAMA minha presença), ela tem o fim de semana livre (meu único tempo para dormir um pouquinho mais, para organizar minha casa e namorar), Se não tivesse largado o marido rico para ficar com o que ela amava (mas que para eles não prestava) seria mais feliz (????) e blá blá blá…!”
Não estou me negando a participar da vida em sociedade, em ajudar minha família quando precisam de mim, até porque eu gosto e preciso dessa convivência. O que não gosto é da cobrança.
Desde que engravidei aos 16 anos e resolvi ter meu filho, choquei (Oh!) a família com isso (como se ter um filho fosse uma aberração), sinto esse tratamento “diferenciado”, como se minha palavra não tivesse tanto peso, tanto valor. Sabe aquela coisa do “ahh isso é sonho, isso não vai dar certo, isso não é para vc, isso não vai ser bom”?
É disso que estou cansada, do pessimismo, do ceticismo em relação ao meu sonho, à minha capacidade de planejar e realizar algo importante, a coragem de ir atrás disso. Eu não quero ter de passar minha vida tentando provar nada para ninguém, porque eu não preciso fazer isso.
Não devo satisfações, não tenho que pedir para sonhar, perguntar se posso tentar. Isso é decisão minha! A minha felicidade está nas minhas mãos e não nas mãos do amor da minha vida, ou do meu filho, ele em breve terá os próprios passos a dar, as próprias escolhas a fazer. Se não concordam ou não crêem que pode dar certo é outra questão. Mas arrasar minha esperança de algo melhor na minha vida … ahh não, isso não!
Li outro dia um trecho de um livro que falava que o sofrimento aos nossos filhos é inevitável, nós não podemos evitar que eles sofram. Porque crescer, amadurecer traz sofrimento também. Mas faz parte do aprendizado, da vida. O que nos cabe fazer, como pais, é orientar, apoiar quando essa dor vier, quando a dúvida surgir, quando precisarem de nós. Respeitando os tropeços, as tentativas e aplaudindo os acertos.
A minha mãe tenta me ajudar do jeito que pode, nem que com isso tenha que se meter onde não foi chamada, que imponha sua visão e postura, obviamente esperando que agindo como ela agiria, eu não sofra. Mas quem disse que agindo como ela, eu não sofreria? O que é bom para ela, pode não ser para mim…
Meu pai nem se fala. Acho que até hoje ele deve me ver como criança boba e que não sabe o que há no mundo malvado lá fora. Mas onde ele estava nos últimos 31 anos? Como pode me dizer qualquer coisa se nem sabe que cantor, ator, livro é meu preferido, qual minha comida predileta, quantas cicatrizes eu tenho dos tombos levados, se era boa aluna no colégio, se sou suscetível a gripes ou dores de ouvido quando o tempo muda, se não sabe quem foi meu primeiro namorado ou meu último amor? Pois é, não sabe nada disso… E ainda reclama que eu não sou uma filha amorosa com ele, que não o convido para ir a minha casa com freqüência ou que não pode contar comigo quando está apertado, pois eu não emprestaria um dinheirinho que tivesse guardado para uma emergência, caso ele precise (!!!!). Isso é papo para outro post, que provavelmente nunca irei postar. Anyway…
Estou vendo que mais uma vez, apesar de tudo, terei de ir atrás do que quero na marra. Sonhar, planejar, realizar e ficar surda quando começarem a falar, a tentarem me mover da idéia…
Não disse que eu estava azeda?? Mas isso passa, só precisava desabafar… Valeu por me emprestarem os ouvidos virtuais :)








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