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Sério…! Ok, não vou morrer sem algumas coisinhas, até porque consigo encontrar uns genéricos que substituem. Mas seria ótimo ter uma amiga vindo para cá de vez quando para me trazer feijão, farinha e outras tranqueiras. Depois do meu desabafo no último post, e de todo carinho e apoio que recebi através dos comentários no blog, FB e email.. vejo que não está tão ruim quanto eu pensava.

Semana que vem minha amiga Samira chega em terras norueguesas para ficar três dias conosco e, claro, trazer umas coisinhas para mim. Havaianas, feijão, farinha, dois novos alicates de unha e umas coisas que acabei esquecendo no Brasil. Hoje fui atrás de um alicate aqui mesmo, já não aguentava mais olhar minhas unhas tenebrosas com cutículas gigantes. Mas o alicate é diferente aqui, foi um custo usar. Não tem aquela ponta fininha que é ótima para tirar aquela pele que fica escondidinha lá no canto e achei pouco amolado. Anyway, deu para arrumar as unhas do pés. Não sei se marido repara, mas eu me sinto horrorosa sem unhas feitas!

Engraçado que, conforme Camila e outras meninas já comentaram, nem todos falam inglês aqui com eu imaginava. Já tinha ouvido falar sobre os mais velhos, eles tem mais dificuldade com isso, uns nem sabem mesmo falar em inglês. Ok, mas a vendedora da loja também não falava muito, e ela não era tão mais velha assim, mas foi bem gentil mesmo assim, usando o que ela sabia para me atender.

PS. Meu marido quer me embebedar, estou sacando isso.. todo dia me oferece uma taça de vinho enquanto faz o jantar… ha ha.

Amanhã começamos a nos preparar para viajar para Stavanger na sexta-feira. Limpar o carro, separar o que vamos levar e carregar a bateria da câmera, até comprar outra para mim, vou usando a do Espen mesmo. Vou jantar, comidinha pronta e vinho na idéia.. E beijinhos de sobremesa.

Beijundas

Neste momento não sei quem sou eu.. olho minhas fotos de antes dessa mudança e vejo outra pessoa. Eu sei que é normal isso acontecer nesse processo de adaptação. Não me sinto mais como antes, nem posso definir hoje quem sou ou serei, essa fase intermediária é muito chata.

Difícil ter auto confiança, perdi minhas referências, estou tentando me encontrar, mas tem sempre um “não é assim, está errado, o caminho não é esse”, sem falar nos “você tem que…” Tem que aprender tudo, andar, comer, se vestir, entender, aceitar e gostar mesmo quando não gosta porque tem que ser assim para se “enquadrar”… Aí bate um desespero, fico sempre pisando em ovos, será que posso, será que devo, será que não vão me chamar a atenção mais uma vez? É horrível.

Tem dias que eu simplesmente detesto ouvir o idioma, nessas horas sinto falta do meu filho, com quem eu posso falar a minha língua. Não quero me cercar nesse momento de um bando de brasileiras, a não ser as que são minhas amigas já. Acho meio suspeito uma proximidade instantânea, se me sinto invadida, nem insista pois não seremos amigas de infância. E de bons e sábios conselhos estou cheia, vou começar a vender para ver se lucro algo com isso. Aff! Engraçado que eu não fico dando conselho nem pitaco na vida alheia.. eu heim!

Assim como acho uma grande falta de educação estar entre pessoas (conhecidas ou não) que sabem que você fala inglês, mas só falam norueguês e eu lá com sorriso amarelo e cara de bunda. Arrisco perguntar o que falam, na esperança de ser incluída na  conversa, de alguém ser gentil e traduzir, mas continuo sendo ignorada, enquanto o papo rola e as risadas ecoam no ar. Como posso gostar disso? O idioma pode aproximar ou isolar as pessoas.. o meu caso é o segundo, como podem ver.

Essa é uma das coisas que mais me irritam, mas tudo bem.. eu sei que preciso (e quero por necessidade) aprender o idioma, justamente para deixar de ficar boiando, para entender o que dizem e me comunicar. E cada um tem um ritmo, eu já devo ter mencionado como detesto pressão na hora errada né? Às vezes de tanto forçar, acabamos por quebrar as coisas.. e as pessoas.

Ontem estava me sentindo um lixo, ainda me sinto. Chorei a tarde toda com saudades de casa, com pena de mim por ser tão imbecil e pela impotência da minha situação atual, à noite estava com os olhos inchados, parecendo uma bêbada depois de muita manguaça. Tem umas coisas acontecendo que me deixam chateada, insegura e triste. E precisam ser resolvidas. E serão, pois não arrasto cachorro morto e nem tolero falta de respeito.

Ficarei duas semanas sem ver meu filho, pois nesse fim de semana talvez viajemos até Stavanger. Bom por poder conhecer a minha amiga Pri. No outro fim de semana ou se for possível durante a próxima semana (aqui eu nunca tenho certeza de porra nenhuma) quero ir vê-lo. Não me interessa se a viagem até lá é longa, não me importo em ir de bus e quero aprender o caminho para ir e vir. Ahh e vou receber uma amiga aqui em casa por 3 dias, então vai ficar apertado para ir até Risoy.

Outra coisa que tem me tirado do sério é zombarem de mim por sentir frio. Helloooo, eu nasci e vivi 38 anos num país TROPICAL, quente, com sol por no mínimo 300 dias ao ano. Como posso chegar aqui nesse país gelado e achar lindo e normal andar de bermuda e blusa com uma temperatura de 10 graus sem tremer de frio? Raciocinem comigo: média de temperatura no Rio de Janeiro ao longo do ano gira em torno de 28 e 40 graus, certo? Isso pensando positivamente… sem falar nos dias que passa de 43 graus.

Aí começo a encarar ventos gelados e temperaturas sempre abaixo de 15 graus positivos (pq o tenebroso inverno ainda não chegou) sem as roupas adequadas. Meu corpo não vai entender e se enquadrar da noite para o dia. Então para os que acham graça (ou pensam ser frescura ou exagero) eu sentir frio, vão para o inferno ok?

Vão de férias ao Brasil e acham gostoso, bacana o calor que faz por lá. Queria ver encarar trânsito, metrô, busão ou o que fosse para ir e vir do trabalho por uns três meses (os piores, dezembro, janeiro e fevereiro), encarar aqueles períodos abafados onde ficamos sem chuvas por mais de 10 dias para ver se não iam começar a reclamar também.

Pimenta no rabo alheio é refresco não é?

Quando decidi mudar para cá começamos a ver o que poderia trazer comigo e o que seria melhor comprar aqui. Uma delas era o meu ultra super hiper powerful dryer hair. Aqui a voltagem é 220 vlts e no Brasil é 110. Muito bem, achei que dava para usar o que Espen tem em casa até comprarmos um novo para mim.

Primeiro banho e lá vou eu toda metida a besta usar o secador… sequei metade do cabelo porque ele parou por causa do excesso de calor! Ahn? Ok, dei um desconto porque é antigo e tal. Comprei um finalmente e lá fui eu de novo usar toda crente que ia abafar com meus cabelos finalmente domados. Adivinhem o que aconteceu? Parou de funcionar também… eu tinha que esperar o bicho esfriar para usar de novo. Como assim? Secador de cabelo tem que aguentar o tranco e não ficar pedindo arrego quando esquenta!

Fiz uma pergunta que, óbvio, meu marido não pode responder porque nem ele entende: Isso deveria funcionar direito, o meu no Brasil não parava para descansar.. como é que isso acontece aqui, se esse é novo? Ele nem conversou, me levou em outra loja e comprou outro mais caro e, esperamos, mais resistente. Estou com medo de testar… mas amanhã vou ver se ele cumpre o que promete.

Fora isso, fomos visitar meu filho, já que ele não pode sair esse fim de semana da escola. Levei brigadeiro e TANG (haha) e o povo adorou. O tempo começa a esfriar aqui e pelo jeito a chuva anda me seguindo.. Ontem choveu gelo por essas bandas. Coisa rápida mas num instante as ruas começam a ficar brancas.

É isso gente.. vou dormir, pois a viagem foi longa para ir e vir de Risoy. Bjs

Olá pessoas, o fim de semana foi cheio de coisas novas, coisas boas e passou tão rápido.. Queria ter escrito antes, contando mais detalhes de cada dia, mas realmente não deu. Então vou resumir.

Sexta fomos jantar num restaurante chinês aqui perto de casa, muito boa a comida, comi tanto.. eu assumo, adoro comida chinesa. Rodrigo achou que não gostaria da comida e nossa.. comeu mais que eu! No sábado saímos cedo para levar o Rodrigo até Risøy, na metade do caminho ele nos pergunta “é uma escola ou uma prisão? Não chegamos nunca até lá.. é para ninguém fugir?”. Espen comentou isso com os professores e também sobre a nossa reação ao “frio”, em pleno verão norueguês! Todos acharam graça claro, e entenderam porque ele chegou lá de touca de lã..

A recepção já na chegada foi muito simpática e alegre. Brincaram com ele dizendo “Ahh então você é o aluno com o nome enorme”, acho que só tinha ele mesmo com 3 sobrenomes na lista. Os professores estavam lá nos cumprimentando e ainda tinham os ex-alunos que são os monitores e foram nos apresentar as dependências, os quartos onde os alunos iam ficar, explicando um pouco da rotina. Ficamos com ele lá até as cinco da tarde, almoçamos junto com outros pais, alunos e funcionários e assistimos às boas vindas do diretor e professores. Foi um dia mto bom.

Fechamos o sábado com um churrasco para comemorar os 30 anos do sobrinho do Espen e o casamento dele com a Simone. Teve picanha, farofa e até feijão preto! Definitivamente meu pecado é a GULA!

Domingo foi dia de arrumar a bagunça em casa e descansar um pouco, demos um passeio a pé por aqui e foi bom também.. primeiro fim de semana só meu e do Espen. Só love, só love.. Ontem fui comprar uma ferramenta que ele queria e também buscar o computador novo do Rodrigo que compramos na sexta, que já estava no correio nos esperando, melhor impossível não?

Andei igual a um camelo perdido no deserto, porque entrei na rua errada e dei a maior volta do mundo para chegar lugar certo, com isso ganhei duas bolhas enormes nos calcanhares. Cheguei em casa com os pés pegando fogo.. achei que ia melhorar e fiquei aqui descansando enquanto instalava (e babava de inveja) os programas no computador. Aí liga Espen me dizendo que iríamos a Ikea quando ele voltasse. Perguntei se ia andar muito e ele “não.. nós vamos de carro”. A boba aqui acreditou. Realmente não andamos até lá.. mas aquilo é enorme, e lá fui eu andar mais um tanto para comprarmos o que queríamos. Hehe. Acho que ficamos umas 3 horas por lá.

Hoje está chovendo e vou ficar de molho em casa, queria ir ao correio de novo, mas faco isso amanhã, vou aproveitar e organizar a bagunça de novo, chegamos cansados ontem e nem guardamos o que compramos. Falo todos os dias com meu filho na internet, nos primeiros dias fiquei apreensiva por ele, mas não podia demonstrar isso, ele está se entrosando cada dia mais com os colegas e isso é ótimo.

A professora do curso de mergulho é um doce, conversamos um pouco no sábado e ela tem sido uma excelente orientadora para o meu filho, isso me deixa muito feliz e segura. Os livros e manuais que ela deixou com ele são em português, para ele entender exatamente o que precisa fazer, para a própria segurança. Fico muito orgulhosa de ver ele começando a mudar também. Desde que chegamos aqui não fuma mais, come de tudo (até couve-flor e brócolis conforme ele mesmo me disse) e mesmo não entendendo o norueguês, tem se esforcado para se enturmar e se comunicar.

Beijos!

Até porque eu também faço muitas perguntas idiotas. E não estou nem aí se pareço tola. Ha ha! As que mais escuto quando o povo no Brasil me vê online de manhã (madrugada para eles):

- Ainda está acordada?
- Você não dorme não?
- Nossa… até essa hora na net?

E a campeã: – Está frio aí? (por enquanto, meus caros, qualquer mudança de temperatura aqui me faz sentir frio, então sou suspeita para falar)

Ontem uma amiga deixou recado me passando o telefone dela, uma outra me convidou para ir assistir uma aula de dança do ventre na academia perto de onde morava no Rio, eu realmente acho graça.. mas informei a elas da mudança.

Só perdôo porque sei que muitos desses desavisados não sabem (ou esqueceram) que mudei para longe, daí a confusão de achar que sou viciada em internet (sou?) e perco noite de sono aqui. Vocês acham que marido me deixa ficar a madrugada acordada na internet? Haha, neeeem pensar! Além do mais, dormir com ele é melhor que ficar na internet.

Ok, tem dias que fico tentada a esticar um pouco mais minhas horas online, só para assistir a novela da seis da tarde no Brasil. Mas às onze da noite aqui (seis da tarde no BR), já estou com sono. Aliás alguém sabe como anda o Ídolos na Record? Esse fica difícil mesmo acompanhar daqui.

Beijundas

Gente… acho que vou trabalhar, trabalhar e nunca terei dinheiro suficiente para comprar muita coisa, tudo aqui é muito caro!! Ou é impressão errada porque acabei de chegar??

Meu filho comeca na escola no sábado (não me perguntem porque sábado) e hoje decidi comprar mais algumas coisas que ele com certeza precisará. O pouco frio que faz aqui (se o noruga me ouve falar que está frio ele diz que estou doida), para nós é frio SIM! Anyway, quase caí dura no chão com o preco das coisas aqui. Mas pechinchando e andando em algumas lojas conseguimos boas compras.

Acho que eu estou mais nervosa que meu filho com o dia D chegando.. mas vai ser bom para ele, amarudecimento e responsabilidade e também liberdade. Espero que tudo corra bem e ele faca novos amigos logo.

Ahh lanchar no McLixo aqui na Noruega ainda é uma opcão mais baratinha.. mas mesmo assim..haha preparem-se,  é caro para dedéu! Tudo bem que é uma duranga falando, mas sério fiquei de boca aberta com o preco.. e achei engracado ter um preco para comer na loja ou levar para viagem.

Um cheeseburger custa 15 coroas para levar e 17 para comer lá, batata grande 23 coroas… voltarei a usar lancheira quando sair na rua. A mulher do senhor Nonô baixou em mim! Estou dando tchau de mão fechada para vocês terem uma idéia.

Tirei fotos do bus que uso para ir e vir por aqui. Uso dez minutos para ir ao centro de Tonsberg e ele tem hora certa para passar, o que facilita nos organizarmos. Próximo desafio será ir a Oslo de busão e depois a Stavanger de trem visitar minha amiga Priscila.

Preciso ir ao mercadinho asiático, onde encontrei leite condensado, (contradizendo tudo que li dizendo que aqui não tem)  para comprar feijão e qualquer outra coisa que eu coma. Esqueci de trazer e o único que comi foi feijão em lata. Quebrou um galho, mas não é igual.. e sabe lá o efeito desse treco no meu organismo?

Bom, é isso… em breve mais notícias e micos básicos dessa carioca perdida na Noruega. Um beijo

Fomos à praia, acreditam? Eu, uma carioca que foge do sol indo à praia na Noruega..haha! Voltei vermelha feito tomate, mas nem fui de biquíni, achei que não ia ter sol suficiente. Pelo menos não estranharam o fato de eu estar vestida :P Muitos estavam também.

No domingo fomos assistir uma exibição de uns aviões antigos, foi bem bacana, apesar da minha camera ter ficado sem bateria. Mas deu para tirar umas fotos. Depois fomos almoçar no sogrão, conheci mais um pouco da família, cunhadas e cunhado, sobrinhos e minha nova sobrinha Simone e os filhos dela Ingri e Breno.

Aproveito e vou correr com as coisas, Simone e as crianças chegam daqui a pouco e ainda vou dar café aos meus enteados. Bjos

… para vcs saberem que estou viva. Muita coisa acontecendo, muito do que eu não esperava.. A gente quer andar na montanha russa e só pensa na emoção, na adrenalina, mas esquece que ela sobe mostrando coisas lindas, paisagens nunca vistas, acelerando seu coração. Porém ela também desce e desce forte. E quando isso acontece parece que entrei no trem fantasma.

Adaptar-se nunca foi fácil nem simples, agora tudo que ouvi e li dos amigos e das pessoas que acompanho nos blogs, começa a fazer sentido para mim. Não escreverei ainda sobre minhas impressões sobre o país, quando eu me sentir melhor e tiver os sentimentos e emoções mais controlados, prometo que volto aqui.

Um beijo

.. cá estou eu na Noruega!

Foi dureza enfrentar tantas horas de viagem, cheguei aqui semi-morta, suja e chechelenta. O vôo noturno foi tranquilo, mas não consegui dormir, estava ligada em 220 volts, aí quando o sono bateu eu já estava num fuso diferente e dentro do segundo avião com a turma da Xuxa. Devia ter umas 10 crianças perto de mim, entre 2 e 5 anos, a maioria chorando, não sei se por manha, incômodo com o vôo ou sei lá.. mas foi algo muito, muito irritante mesmo.

Pior mesmo só quando uma gorda norueguesa sentou do nosso  lado no último vôo, pelo menos ela teve bom senso e pediu para ficar na poltrona do corredor (a dela era a poltrona A, na janela e a nossa B e C), bom senso sim, pois ela levantava a todo instante e também porque não parava quieta no assento mexendo na bolsa, comprando coisas com as aeromoças e pedindo comida. Pelo menos quando o avião pousou, ela se mandou correndo.

Também tinha uma creche dentro desse avião, todas loirinhas, bonitinhas, fofinhas… até começarem a sinfonia do bebê chorão e da mãe que não está nem aí se o filho está incomodando um avião inteiro, porque não pára de chorar! E bebês que choram são solidários com outros bebês chorões, impressionante… um começava o nhenhenhe lá atrás e aquilo ia se espalhando pelo avião! Ok, beleza a independência e responsabilidade chegar cedo na vida dos pequenos, mas pelo amor de Deus, deixar uma criança se esgoelar a ponto de perder o fôlego por mais de meia hora enquanto nos preparávamos para pousar, foi demais para o meu entendimento. Essas mães não conhecem algo chamado ninar o bebê, acalentar a criança até ela ficar mais calma?

Teve uma, coitadinha da menina, que chorava tanto, mas tanto… que passou pela Imigração (mal) acomodada naquelas cadeiras que os pais carregam nas costas, aos berros e continuou assim até chegar dentro do carro no estacionamento. Juro que foi traumatizante meu primeiro vôo internacional.

Mas meu amor estava lá com rosas na mãos e uma bandeira da Noruega me esperando com um sorriso enorme.. tão lindo, ai ai! Fomos para casa e eu dormindo a maior parte do tempo, muito cansada. Fiquei uns dois dias fora do eixo, sentindo como se estivesse no horário do Brasil, estranhando tudo, comendo e dormindo fora de hora. Aqui anoitece lá pelas nove e meia da noite e isso me confunde um pouco ainda.

Muitos me perguntam se está frio, se já vi a neve e como é a Noruega. A primeira impressão é de deslumbramento, realmente o lugar é lindo, as ruas são limpas e conservadas, bem sinalizadas e o povo respeita as leis de trânsito mais do que no Brasil. Mas não entendo patavinas do que eles dizem e nos olhamos com estranheza ainda.

E não pessoal, não vi neve ainda, nem está frio. Tem um ventinho gelado de vez em quando, mas o sol tem brilhado aqui e tem feito um calorzinho gostoso durante o dia. Agora o período é de adaptação, descoberta e ajustes na minha nova rotina. Meu filho parece pinto no lixo de tão feliz e encantado com o lugar. Espero que ele se abra para tudo que está chegando na vida dele agora, pois em breve estará longe de nós na escola e terá que começar a se virar sozinho.

Quando tiver mais tempo volto aqui para comentar o que tenho visto e sentido nesse novo país, nessa nova fase para mim, meu filho e Espen. Semana que vem vou conhecer meus enteados e ver finalmente minha nova sobrinha Simone e os pequenos Breno e Ingri. Brasileiros como eu! ;)

Beijos

Último post escrito aqui no meu Brasil, antes dessa enorme e feliz mudança de vida. Quero agradecer a quem me acompanhou nesse período, me deu conselhos, forças, emprestou o ombro e os braços quando eu precisei, a todos que de alguma forma lembraram de mim, se dispuseram a vir me dizer tchau e desejar uma ótima viagem. Isso não tem preço e tenham certeza que lembrarei disso com muito carinho.

Que Deus nos guie e acompanhe como tem feito até hoje, que esse capítulo que começarei a escrever na Noruega, com meu futuro marido, meus filhos (ganhei mais três!) e todos os novos amigos e parentes que lá me aguardam, seja uma história de felicidade, harmonia, realização, companheirismo e sempre uma história cheia de amor.

Que Deus seja misericordioso e cuide dos meus entes queridos que deixo aqui temporariamente, que minha mãe encontre o caminho dela e tenha paz para viver essa nova fase também, que ela saiba o valor que tem na minha vida, apesar de todos os problemas que tivemos no passado e que o amor que nos une a ajude a suportar a saudade e a distância.

Que meus sobrinhos saibam que os amo e que os espero por lá para uma visita e, quem sabe, no futuro para estudarem e viverem essa experiência também?

Que minha Duda saiba o quanto eu a amo, o quanto vou sentir a falta dela, porque as pessoas especiais para gente sempre fazem falta. Que a vidinha dela seja abençoada aqui e que em breve eu possa vê-la mais uma vez.

Que meu irmão Diego seja forte e sempre responsável e enfrente com coragem os desafios da vida. Lembre-se que vc pode ser o que quiser, escolha sempre ser o melhor!

Faltam palavras agora, mas sobra emoção, está difícil segurar as lágrimas, mas são lágrimas de felicidade por estar indo ficar ao lado do homem que eu amo e escolhi para viver o resto da minha vida, por saber que meu filho também está inserido nessa nova fase e com uma excelente oportunidade de crescimento. Felicidade por saber que tenho uma família muito bacana e amigos maravilhosos.

Ana Cristina e Bella, Aldi (que não consegui encontrar), Filipe Marques, Lu Kayser, Tayza, Gisele Macon, Alexandra Barros, Zenilce, Aline Almeida, Danielle Lins, Samira Bilate, Tattyannah Romano, Marcos e Rosane, minha madrinha Lêla, minha avó tão querida e amada Beatriz, minhas primas Vanessa, Aline, Marisol, Beatriz e Sandra, Enzo, Tia Rose.. ahh como vou sentir saudades de vcs! Se esqueci alguém não fiquem bravos, é muita correria agora.. mas saibam que levo todos vocês no meu coração.

See you in Norway!

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